fevereiro 13, 2006

"é como o óleo de dendê que desce pelas bárbaras do profeta"

O muslim mais leal que conheci foi Cush. Salvou minha vida no forte de Turban e depois de alguns dias eu salvei a dele; no mês seguinte os Abissínios invadiram a aldeia dos Danikils e eu fugi, abandonei Cush em meio à luta para logo depois descobrir que ele também havia fugido e me abandonado em meio à luta (não, não, esquece - estou me confundindo com o Corto Maltese de novo).

Bem, a verdade é que uma vez visitei uma mesquita para fazer um trabalho de Antropologia; certos constrangimentos só a Faculdade trás para você, mas antes a mesquita que o terreiro de macumba - embora eu não consiga imaginar um homem-pai-de-santo-bomba:

- O Grande Satão Branco (hmmm, não, não...)

- O Grande Jeová Branco financia esses televangelistas que vivem a chamar nossas manifestações afrocyberdelicas de "obras do demônio". Por isso vou exercer justiça aqui nessa Sessão do Descarrego da Igreja Intergalática do Sorriso de Deus, com minhas pipocas explosivas e meus artefatos de dendê! Saravá!

(Hmmm, não, não. Voltando.)

Visitei a mesquita para o trabalho de Antropologia e logo na primeira entrevista o sheik disse que tinha amigos entre os talebans afegãos e que Osama bin era "um homem santo"; assim não há pipoca antropológica do Padre Pinto que resista. A secretária do sheik também foi muito mal-educada, nem retribuiu meu cumprimento. No mínimo, não tinha lavado a mão. E ainda chamam de preconceituoso quem pede que eles tomem banho, mas mesmo um banho de dendê já ajudaria.

Posted by Mercuccio at fevereiro 13, 2006 9:07 AM