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  <title>letra miúda</title>
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  <copyright>Copyright (c) 2007, Guilherme</copyright>
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    <title>circunspecta e majestosa</title>
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    <summary type="text/plain">i komu eu palmilhassi vagamenti 1 estradeenha d minas...pedregoza... i nu fexu da tardi 1 sinu rocu c misturassi au som d meus sapatus ke era pausadu i secu; i avis pairassi nu ceu d xumbu...i suas formas pretas lentamenti...</summary>
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      <name>Guilherme</name>
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      <![CDATA[<p>i komu eu palmilhassi vagamenti<br />
1 estradeenha d minas...pedregoza...<br />
i nu fexu da tardi 1 sinu rocu</p>

<p>c misturassi au som d meus sapatus<br />
ke era pausadu i secu; i avis pairassi<br />
nu ceu d xumbu...i suas formas pretas</p>

<p>lentamenti c fossi diluinu<br />
na escuridaum maior...vinda dus montis<br />
i d meu propriu se disenganadu...</p>

<p>a <a href="http://aurelio.net/web/miguxeitor.html">makina du mundu</a> c entreabriu<br />
p qm d a rompe jah c eskivava<br />
i soh d u te pensadu c karpia......</p>]]>
      
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    <title>Raiz e radical</title>
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    <summary type="text/plain">Descubro ser vegetariano. Só que não praticante....</summary>
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      <name>Guilherme</name>
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      <![CDATA[<p>Descubro ser vegetariano.</p>

<p>Só que <em>não praticante</em>.</p>]]>
      
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    <title>Bloodhound Meridian</title>
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    <summary type="text/plain">Ele acordou sentindo frio e levantou-se e era noite ainda e a estrela da manhã brilhava abandonada à beira do céu como a última vela acesa numa capela escura. Andou lentamente farejando o caminho no barro mantendo a cabeça baixa...</summary>
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      <![CDATA[<p>Ele acordou sentindo frio e levantou-se e era noite ainda e a estrela da manhã brilhava abandonada à beira do céu como a última vela acesa numa capela escura. Andou lentamente farejando o caminho no barro mantendo a cabeça baixa entre as poças de chuva negras como sangue na escuridão e não bebeu de nenhuma. Parou sentindo o cheiro de outros cães. Escutou seus latidos crescendo de algum beco próximo cruzou a rua devagar e afastou-se dali mancando ao longo de um muro de pedra que corria por toda a rua como se fosse anterior a ela e à cidade em volta e a mãos humanas e quando o cheiro dos outros se tornou fraco ele ergueu uma das patas e a urina jorrou ardendo no ar frio e ele caiu desajeitado sobre as costelas agitando as três pernas e molhando-se no líquido morno que escorria dele e o vapor fétido o envolvia enquanto ele se torcia parecendo ferver agonizante na poça de água barrenta e <a href="http://www.wunderblogs.com/letramiuda/archives/013758.html">urina</a>.</p>]]>
      
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    <title>Save that my soul&apos;s imaginary sightPresents thy shadow to my sightless viewOu:cego, quem tem um olho</title>
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    <modified>2007-05-10T21:38:36Z</modified>
    <issued>2007-05-10T15:32:37-03:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Camões: Quando de minhas mágoas a comprida Maginação os olhos me adormece, Em sonhos aquela alma me aparece Que pera mim foi sonho nesta vida. Lá nu&apos;a soidade, onde estendida A vista pelo campo desfalece, Corro para ela; e ela...</summary>
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      <![CDATA[<p><i>Camões:</i></p>

<p>Quando de minhas mágoas a comprida<br />
Maginação os olhos me adormece,<br />
Em sonhos aquela alma me aparece<br />
Que pera mim foi sonho nesta vida.</p>

<p>Lá nu'a soidade, onde estendida<br />
A vista pelo campo desfalece,<br />
Corro para ela; e ela então parece<br />
Que mais de mim se alonga, compelida.</p>

<p>Brado: <em>"Não me fujais, sombra benina!"</em><br />
Ela, os olhos em mim cum brando pejo,<br />
Como quem diz que já não pode ser,</p>

<p>Torna a fugir-me: e eu, gritando: <i>"Dina..."</i><br />
Antes que diga <i>mene,</i> acordo e vejo<br />
Que nem um breve engano posso ter.</p>

<p><br />
<i>Milton:</i></p>

<p>Methought I saw my late espoused saint<br />
Brought to me, like Alcestis from the grave,<br />
Whom Jove's great son to her glad husband gave,<br />
Rescu'd from death by force, though pale and faint.</p>

<p>Mine, as whom wash'd from spot of child-bed taint<br />
Purification in the old Law did save,<br />
And such as yet once more I trust to have<br />
Full sight of her in Heaven without restraint,</p>

<p>Came vested all in white, pure as her mind;<br />
Her face was veil'd, yet to my fancied sight<br />
Love, sweetness, goodness in her person shin'd</p>

<p>So clear as in no face with more delight.<br />
But oh! As to embrace me she inclin'd,<br />
I wak'd, she fled, and day brought back my night.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Pensando responder a um amigo que achou dificuldades em ler na ortografia original um auto de Gil Vicente</title>
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    <modified>2007-02-15T22:08:28Z</modified>
    <issued>2007-02-15T19:01:10-03:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Não para menos fazer Do mais que tão bem disseste: Que essa farsa é grão prazer Mas doce de gosto agreste — Não me vás contradizer Que &quot;o termo não era este&quot; — Percorrê-la, tentar ler, Ainda que ao fim...</summary>
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      <![CDATA[<p>Não para menos fazer<br />
Do mais que tão bem disseste:<br />
Que essa farsa é grão prazer<br />
Mas doce de gosto agreste<br />
— Não me vás contradizer<br />
Que "o termo não era este" —</p>

<p>Percorrê-la, tentar ler,<br />
Ainda que ao fim nos reste<br />
Mais dúvida que saber,<br />
Será no mínimo um teste<br />
Para o leitor: perceber<br />
Que a nossa língua é uma peste.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>ao que, replicando-lhes, falou:</title>
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    <modified>2006-09-22T12:29:17Z</modified>
    <issued>2006-07-28T15:30:57-03:00</issued>
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    <created>2006-07-28T18:30:57Z</created>
    <summary type="text/plain">Ser classe médium é um estado de espírita....</summary>
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      <![CDATA[<p>Ser classe médium é um estado de espírita.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>A andorinha fingidora</title>
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    <issued>2005-11-25T17:34:00-03:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Não, não se foram. Silêncio provisório, falso alarma....</summary>
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      <![CDATA[<p>Não, não se foram. Silêncio provisório, falso alarma.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>E não estou velho.</title>
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    <modified>2006-09-22T12:28:28Z</modified>
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    <created>2005-11-25T19:33:09Z</created>
    <summary type="text/plain">1. Vim caminhando procurando na grama algum dente-de-leão para ver se é mesmo dentada a folha. Do francês dent-de-lion o inglês dandelion, mas os franceses dizem pissenlit devido a propriedades diuréticas da planta, conta-me o senhor Robert. Que povo prefere...</summary>
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      <![CDATA[<p>1. Vim caminhando procurando na grama algum dente-de-leão para ver se é mesmo dentada a folha. Do francês <em>dent-de-lion</em> o inglês <em>dandelion</em>, mas os franceses dizem <em>pissenlit</em> devido a propriedades diuréticas da planta, conta-me o senhor <a href="http://www.lerobert.fr/">Robert</a>. Que povo prefere o nome "mija-na-cama" a "dente-de-leão"?</p>

<p>2. Houve tantos passarinhos sempre nestas áreas próximas, de tantas formas e tantas cores? Deus meu! que moro há muito tempo aqui, e não estou velho.</p>

<p>3. Um <a href="http://letramiuda.wunderblogs.com/archives/009637.html">réptil</a> deu-se o trabalho de meter o preservativo e a embalagem num pequenino saco plástico, mas não o de sair do veículo, buscar uma lixeira.</p>

<p>4. Outro réptil, a pequena cobra sem veneno — não falei dela enquanto viveu — metálica, esverdeada com reflexos de cobre mas já sem reflexos seus, pois morta, na calçada; depois de algumas horas, virada de barriga para cima por algum moleque, branca, parecendo inofensiva mais do que era quando escorria obliquamente para a grama.</p>

<p>5. De fato, jamais tive olho e ouvido que mais esperassem o impossível e nem estou <a href="http://www.bibliomania.com/0/2/332/2431/28253/1/frameset.html">velho</a>. Não sei se aguardar (mesmo impossíveis) melhoras ou pioras.</p>

<p>6. É dentada realmente a folha.</p>]]>
      
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    <title>Foram-se.</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:56Z</modified>
    <issued>2005-11-22T20:28:45-03:00</issued>
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    <created>2005-11-22T23:28:45Z</created>
    <summary type="text/plain">Cheguei da rua, escutei um piado — um conhecido — no ar. Olhei para o alto: uma andorinha. Voava com outras menores. Pode ter sido o primeiro vôo. Não há mais piados na parede, os de que me queixei por...</summary>
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      <![CDATA[<p>Cheguei da rua, escutei um piado — um conhecido — no ar. Olhei para o alto: uma andorinha. Voava com outras menores. Pode ter sido o primeiro vôo.</p>

<p>Não há mais piados na parede, os de que me queixei por semanas, falando só. Faz silêncio. Vou queixar-me agora disso? Quem sabe. Foram-se.</p>]]>
      
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    <title>O cachorro fingidor</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:54Z</modified>
    <issued>2005-11-07T21:33:36-03:00</issued>
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    <created>2005-11-08T00:33:36Z</created>
    <summary type="text/plain">Foi hoje à tarde, perto de onde moro. Um cachorro bege vinha sozinho. Devia ser estranho ao lugar porque um dos três ou quatro que já estavam lá começou a latir. O que vinha sozinho foi dali com cautela andando...</summary>
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      <![CDATA[<p>Foi hoje à tarde, perto de onde moro. Um cachorro bege vinha sozinho. Devia ser estranho ao lugar porque um dos três ou quatro que já estavam lá começou a latir. O que vinha sozinho foi dali com cautela andando embora ao lado de uma moça que passava e que nem o notou. Um preto saiu correndo atrás dele e um pardo, vendo esse correr, correu junto. O bege que saía, logo que viu os outros chegando contra ele em correria contornou a moça que ele acompanhava e que nem o notara, e latiu. A moça o notou enfim, não viu os que chegavam correndo por trás dela e seguiu andando. Os que vinham perseguindo o bege, chegando perto, acharam entre eles e o bege a moça, que prosseguia caminhando inteiramente alheia ao caso; cogitaram talvez que ele não estivesse mesmo sozinho, mas com a moça; o bege e sozinho latiu outra vez; e deixaram que ele fosse embora.</p>]]>
      
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    <title>Condomínio</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:54Z</modified>
    <issued>2005-11-05T16:31:28-03:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Uma andorinha fez ninho na caixa que envolve o condicionador de ar do escritório. Há uns passarinhos lá, disse o zelador, pelados ainda, mas não sei quantos. Tenho ouvido piados há semanas, todo dia. Só hoje, só agora, faz poucos...</summary>
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      <![CDATA[<p>Uma andorinha fez ninho na caixa que envolve o condicionador de ar do escritório. Há uns passarinhos lá, disse o zelador, pelados ainda, mas não sei quantos. Tenho ouvido piados há semanas, todo dia. Só hoje, só agora, faz poucos minutos, abri a cortina e vi realmente a andorinha. Antes era uma sombra na cortina que ia e que vinha, supus que fosse um pardal.</p>

<p>Cheguei perto da janela distraído, abri a cortina, fui ver as nuvens, e ela chegou voando como na minha direção, desviando já bem perto de  mim. Não veio à caixa do ninho, ao lado da janela: ficou voando em círculos, decerto com medo de mim e com medo de me deixar saber o lugar dos filhotes. Fez um círculo, na verdade uma elipse, fez duas, fez três. Tive remorso do medo dela e dei uns passos atrás, me escondi num canto do escritório. Não adiantou e ela não veio. Fez mais círculos. Quando ainda eu fechava a cortina ela resolveu-se enfim e ouvi piarem bastante na caixa outra vez.</p>]]>
      
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    <title>Sabiamente já diziaO finado Zacarias</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:50Z</modified>
    <issued>2005-10-21T18:34:47-03:00</issued>
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    <created>2005-10-21T21:34:47Z</created>
    <summary type="text/plain">Read Joyce greatly, O daughter of Zion; shout, O daughter of Jerusalem....</summary>
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      <name>Guilherme</name>
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      <![CDATA[<p>Read Joyce greatly<a href="http://www.biblegateway.com/passage/?search=zechariah%209:9;&version=9;">,</a> O daughter of Zion; shout<a href="http://www.oldchristianmusic.com/music/london-philharmonic--handels-messiah/disc1-handels-messiah/London%20Philharmonic%20Orchestra%20and%20Choir--Rejoice%20Greatly,%20O%20Daughter%20Of%20Zion--Handel's%20Messiah%20Disc%201.mp3">,</a> O daughter of Jerusalem.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Contos verídicos de horror e mistério</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:41Z</modified>
    <issued>2005-09-24T18:19:47-03:00</issued>
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    <created>2005-09-24T21:19:47Z</created>
    <summary type="text/plain">Ontem perto da meia-noite um bicho esvoaçante, nada pequeno para um inseto, apareceu no meu apartamento. Vi-o com o canto dos olhos quando passou de um quarto a outro. Foi e voltou. Pela forma, devia ser borboleta, daquelas que passam,...</summary>
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      <name>Guilherme</name>
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      <email>letramiuda@wunderblogs.com</email>
    </author>
    
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      <![CDATA[<p>Ontem perto da meia-noite um bicho esvoaçante, nada pequeno para um inseto, apareceu no meu apartamento. Vi-o com o canto dos olhos quando passou de um quarto a outro. Foi e voltou. Pela forma, devia ser borboleta, daquelas que passam, grandes e pretas, às vezes por entre os edifícios aqui. Fui ver, e a criatura veio de repente voando lá do quarto ao meu encontro. Pensei que ia acertar-me o rosto, joguei-me no assoalho prezando a fortaleza de meu coração. Muito rápida para ser borboleta, não ia às lâmpadas feito mariposa, não pousou na parede como mariposa. Foi de novo de um quarto a outro, investigou a sala, entrou num banheiro e sumiu. Era certamente um morcego.</p>

<p>À meia-noite, hora fatídica, chegou esse morcego àquele mesmo quarto vago onde até pouco antes se havia hospedado por uns dias... o <a href="http://blogauti.wunderblogs.com">Marcelo Rota</a>.</p>]]>
      
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    <title>Pinóquio</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:37Z</modified>
    <issued>2005-09-13T01:03:16-03:00</issued>
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    <created>2005-09-13T04:03:16Z</created>
    <summary type="text/plain">Era uma vez... &quot;—Um rei!&quot; — dirão logo os meus pequenos leitores. Não, meninos, errastes. Era uma vez um pedaço de... &quot;—Madeira!&quot; Bom... é, está certo, era um pedaço de madeira. Não de madeira nobre, mas um... &quot;—Um mero pedaço...</summary>
    <author>
      <name>Guilherme</name>
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      <email>letramiuda@wunderblogs.com</email>
    </author>
    
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      <![CDATA[<p>Era <a href="http://www.crs4.it/Letteratura/Pinocchio/Cap01.html">uma vez</a>...</p>

<p>"—Um rei!" — dirão logo os meus pequenos leitores.</p>

<p>Não, meninos, errastes. Era uma vez um pedaço de...</p>

<p>"—Madeira!"</p>

<p>Bom... é, está certo, <em>era</em> um pedaço de madeira. Não de madeira nobre, mas um...</p>

<p>"—Um mero pedaço de lenha!"</p>

<p>...um mero pedaço de lenha, daqueles que no inverno...</p>

<p>"—No inverno se jogam na lareira e no aquecedor para acender o fogo e para esquentar os quartos!"</p>

<p>Muito bem, meus pequenos leitores... é assim? Todo mundo para a cama <em>já</em>! e ai de quem abrir a boca!</p>]]>
      
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    <title>Pastoril</title>
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    <modified>2006-09-22T12:36:30Z</modified>
    <issued>2005-08-30T23:36:11-03:00</issued>
    <id>tag:www.wunderblogs.com,2005:/letramiuda/19.19428</id>
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    <summary type="text/plain">O mar quando lá desde o fundo tem muita espuma (por causa do vento contrário talvez, eu não sei) os surfistas dizem-no &quot;carneirado&quot;....</summary>
    <author>
      <name>Guilherme</name>
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      <email>letramiuda@wunderblogs.com</email>
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    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://www.wunderblogs.com/letramiuda/">
      <![CDATA[<p>O mar quando lá desde o fundo tem muita espuma (por causa do vento contrário talvez, eu não sei) os surfistas dizem-no "carneirado".</p>]]>
      
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