~ 19.07.04

Nostalgia

Nem sempre houve o bacilo de Calmette-Guérin, nem os antibióticos; a tuberculose matava outrora. Hoje não é assim, inventaram-se remédios, e não se morrendo tísico, não se morre de amor. Gelam as mãos e as pernas, vai-se o apetite, a fala, a cor das faces; vêm tonturas, enjôos, noites sem fim, olhos inchados em manhãs sem luz; contudo a morte, ela não vem. Não se morre tísico, já não se morre de amor. As tosses de hoje não libertam.

Afixado por Glhrm Qndt em julho 19, 2004 7:47 PM