agosto 29, 2004
Being Eduardo Pinheiro #1

Svidd Neger
de Erik Smith Meyer
(Noruega, 2003)
Ahhh. Cinema de verdade, com todo o comentário social que alguém razoavelmente lúcido pode necessitar.
Ante é um garoto negro, isolado no norte da Noruega, que foi colhido do mar, pensa ser finlandês e passa a maior parte do tempo com um penico na cabeça, colhendo cogumelos na floresta. Tem como irmão adotivo um gordo masturbador compulsivo. Vivem com a mãe viciada em palavras cruzadas, próximos de outra granja onde moram Karl, um bêbado assassino que usa vestido, e sua filha Anna, uma loira que gosta de cantar expondo seus adoráveis dentinhos tortos.
Sua vida é bisbilhotada diariamente por um norueguês disfarçado de lapão chamado Normann Hætta Bongo Utsi Saus, que sonha ir para um certo país onde todos vão ao psiquiatra. Enquanto isso, passeia pelas montanhas na companhia de sua rena e de um telefone, no qual recebe ligações da mãe. Violinistas fazem aparições esporádicas. A certa altura, um padre alcoolista surge de pedalinho por entre os fiordes.
Por algum motivo que me escapa, o filme foi banido na Austrália - isso depois que uma associação européia de direitos humanos tentou mudar seu título ("Negro Queimado"). Tudo é muito divertido e simpático, e a fotografia tem uma granulação mui agradável. A trilha sonora é do Ulver. O filme tem explosões.
Pronto, acho que já apresentei elementos suficientes para que todos queiram assistir ao filme. De nada, faço tudo isso pela Arte.
Kokkakola!
Por Daniel Pellizzari em agosto 29, 2004 1:24 AM
