junho 3, 2004

Heptaceenenecontassílabo!

Helen DeWitt, autora do fascinante "The last samurai" (nenhuma relação com o filme), desapareceu. Ela que não ouse aparecer morta; ou retorne de uma vez, ou desapareça para sempre sem deixar vestígios (a mais bela e íntima das mortes).

Como gostaria muito de ler seus próximos livros, prefiro a primeira opção. Sua obra de estréia (leiam, leiam: saiu no Brasil pela Rocco, como "O último samurai"1) é um dos raros livros de mais de quinhentas páginas que li de uma vez só, sem conseguir largar por meio segundo que fosse. Sei que não fui o único a ficar tão absorto.

Ou seja, ainda não é hora de brincar de Ambrose Bierce, sra. DeWitt. Volte logo, hm?

1 A tradução de Vera Ribeiro é muito boa. Que eu lembre, o único problema fica por conta de algumas palavras transliteradas para hiragana e que permaneceram em inglês na tradução, algo assim. Mas não atrapalha em nada a leitura, só chatos detalhistas2 como eu se dão ao trabalho de perceber.

2 Tão chato e detalhista que me prestei a procurar o erro. É na página 163, quando a Sybilla está pensando em como ensinar o hiragana para o Ludo. Ela pensa na frase "o gatô no matô", mas como os caracteres não foram traduzidos lê-se 'te katsuta in te matsuta' (ou seja, 'the cat is on the mat'). Problema simples de resolver, é só trocar os caracteres. É, vou mandar um mail pra Rocco. Chaaaato.

Por Daniel Pellizzari em junho 3, 2004 6:57 PM

 






Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.
Samuel Beckett (1906-1989)