maio 29, 2004

Música popular


Otto Skorzeny, austríaco malvado

Até os indies reconhecem, pelo jeito: melhor disco da melhor banda.

A propósito, saiu o Halo, disco ao vivo. Muito bom. Eles também gostaram, mas nem tanto. Previsível.

De qualquer modo é estranho (não ruim, não bom: estranho) ver resenhas do C93 fora de sites como o adorável Funprox; por sinal, está sendo reconstruído, e minha intuição absorta diz que isso é um mau sinal.

O último disco, aquele Hypnagogue, tinha um texto ótimo chamado "Skull of my father". Bonito, bonito mesmo.

Certo, agora podem voltar ao livro que eu sei que vocês estavam lendo lá no Orkut. Eu vou acender o cachimbo e me afundar na poltrona azul enquanto minha esposa pinta as unhas de algo entre negro com glitter e beringela ("não tem glitter", ela insiste). Que seja.

Vou assistir a um documentário sobre a Waffen SS. Tem cenas raras, inclusive coloridas, e depoimentos de soldados (tanto da WSS quanto da Wehrmacht) que agora são velhinhos que repetem coisas como "Kameradschaft" com olhos marejados. Se alguém também quiser e usar Emule/Edonkey/Overnet/etc, é só pegar, estou compartilhando. Tem no BitTorrent também, mas não estou (ahn) seeding.

Nota: o documentário é em alemão, sem legendas. Bom de olhar as imagens, entender umas cento e sessenta e duas palavras durante quarenta minutos e sentir muita vergonha de não dominar um idioma tão curioso.

Compreendendo ou não o áudio, o documentário me parece coisa fina para quem também é historiador bélico de poltrona, seja azul ou beringela com glitter. ("Não tem glitter!"). Tá, Fabi. Não tem glitter. O que te fizer feliz, milady.

Ainda sobre o capítulo segundo da Grande Guerra, acho que no aniversário de sessentinha da Overlord faço uns comentários extensos por aqui. Acho. Vamos ver. Ninguém está olhando, eu sei.

(A temperatura está muito civilizada em Porto Alegre. Também estou baixando filmes do Jan Svankmajer e dos irmãos Quay: assistam, procurem, são mestres).

Amanhã vou comer pirarucu.

Pom pom pom pom, pom pom, pom pom.

Por Daniel Pellizzari em maio 29, 2004 10:57 PM

 






Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.
Samuel Beckett (1906-1989)