maio 3, 2004
Genichiro Takahashi
Gah! Finalmente. Encomendarei assim que ALGUÉM me pagar. No momento, estou mais próximo do SPC que da importação de livros. Mas esse sujeito eu quero muito ler, muito muito mesmo. Gostei dos comentários, tive uma intuição favorável a respeito.
Escritores japoneses são como os russos; é difícil achar um que seja ruim. Até os mais ou menos são empolgantes. Os ruins pelo menos rendem boas fotografias (Solienitsin, rei) ou nomes muito sonoros (Banana Hashimoto, alguém leu?).
Kobo Abe também desliza pela língua de maneira curiosa, mas o escritor é interessante (corolário, agora temos). Li o Sunna no onna (mas não assisti ao filme, dizem que é bom), na tradução para o inglês ("Woman in the dunes"), e o Ark sakura. Este último é bem parecido com o outro, até pela ambientação claustrofóbica, mas é também uma curiosa ode ao espírito obsessivo-compulsivo. Achei mais divertida que a mais famosa obra dessa categoria, escrita por aquele francês de bigodim. Não, nunca li até o fim. Nem lembro se terminei o primeiro volume. Chato demais.
Franceses, humpf. Quem se salva? O Perec, creio. Outros, é certo; mas superestimam pacas esse povo, eh?
Voltando aos japas:
O Galera gosta de Mishima. Tem boas descrições, eu digo.
Agora volto a trabalhar. Notinhas, revisões, sono, mau humor e um tanto de fome. Um dia, algum depósito chega, nem que seja do além-mar (sei).
(Não se pode esquecer que o Perec era judeu. Viva os hebreus, danem-se esses francos de uma figa).
Por Daniel Pellizzari em maio 3, 2004 2:17 AM
