novembro 17, 2003
Ô abre-alas
Ipiaiô. Quem digita é Daniel Pellizzari, expoente do gnosticismo festivo, 2½ dozen summers against the world. Ao contrário daquele que me precedeu como novo membro deste escrete, anunciado pelos profetas e pela própria voz como representante das forças da natureza, não deposito confiança em nada que não tenha sido criado por engenho humano. Nem mesmo a existência da Bauhaus, dos automóveis ou dos bonés sacode minha convicção. Tudo que é natural - seja concreto ou abstrato - é, por si, abjeto, e só pode tornar-se bom e belo sob a perspectiva de intervenção humana. Dedicarei este espaço a um elogio do artifício, à opção pelo não-suicídio e, claro, ao gênio do Dr. Pemberton, que há 117 anos teve a bondade de inventar meu tônico predileto.

