março 10, 2008

Charley Varrick (1973)

Meu plano de ver todos os filmes com Walter Matthau, que me parece um plano sensato e até mesmo sábio, está sendo cumprido aos poucos. Em "Charley Varrick" Matthau rouba um banco e só depois descobre que o dinheiro roubado era da Máfia. Como em todos os filmes de assalto a banco, o ladrão principal e mais inteligente e relativamente (muito relativamente) mais bonzinho tem um cúmplice idiota e levemente psicopático. Achei bem bom. E, repito, na década de 70 foram feitos, de longe, os melhores filmes policiais, ou thrillers, ou o que seja, do cinema, e os de hoje são todos meio retardados, no meu equilibrado julgamento.

março 8, 2008

Atonement/Desejo e Reparação (2007)

atonement.jpg Nhééééé.

A primeira parte é muito bem feita e bonita. Gostei do tlectlec da máquina de escrever pontuando os acontecimentos. Prometeu horrores. Aí vem o segundo ato, que é um tédio sem fim, e eu rezando o tempo todo para o negócio não se transformar num Paciente Inglês II. Toda a cena da praia é muito bonita e tal, mas é evidente que o diretor queria tapinha nas costas, "viu, gente, eu sei fazer bonito, hein". Aí vem a terceira parte. Na qual acontecem coisas que depois a gente descobre que SPOILERSPOILERSPOILER. E no fim a Vanessa Redgrave, a um passo de virar o Morgan Freeman, te jogando a profundidade de que a literatura é uma grande e deslavada mentira. Zzzzz. Era pra ser tocante, mas eu só fiquei pensando como é que a Briony fez para ir ao mesmo cabeleireiro durante décadas e décadas. Até a fivelinha ficava sempre no mesmo lugar.

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Guardiões da Noite

(Outros títulos: Nochnoy Dozor, Night Watch) Dezenas de personagens, muita ação, efeitos especiais estranhos, conceitos estranhos, pessoas estranhas. E russo. De 2004, grande filme de 2005 no Bananão. Primeira parte de trilogia russa de ficção científica. Resenhas dizem que teria custado 4 milhões de dólares e arrecadado dezenas de vezes isso. Merecido.

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março 2, 2008

king kong, 2005

Gorila se apaixona por coelha. Refilmagem do King Kong de 1933, destruída pelo diretor e pelo miscasting. Laura Elena Herrings ao natural faria par melhor com Naomi Watts. Peter Jackson peida na tanga desde O Senhor dos Anéis. Saudade de Fome Animal, Almas Gêmeas e Os Espíritos. Entrei na sala enganado, achando que me levavam para ver Harry Potter. Me fodi.

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março 1, 2008

Closer

Depois de véio, Mike Nichols parou de fazer bons filmes ruins e resolveu brigar com o público. (E não sei quem é mais filha da puta.) Apresenta personagens caídos, gente da massinha, pessoas que não quero conhecer, a não ser biblicamente, cuja vida pouco me interessa.

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V for Vendetta (Dois na Lambreta, 2006)

Não sei porque deixam bostas a favor da adaptação de V de Vingança pro cinema aparecerem na revista Bravo! ou no site Omelete. O filme não presta e isso não é purismo ou ranhetice, mas problemas de roteiro, storytelling. Velhas e cansadas imagens, desfiguração da narrativa. Nos anos 70 bastava dizer caguei pra esses críticos e pra esse filme. Nos 80, caguei sangue pra tudo isso. Dou um exemplo, Evey não saiu da Galeria Sombria, foi saída. E lá ouviu música e leu livros e teve uma educação. E foi se prostituir na rua no começo da história, nunca trabalhou na torre Jordan. Os críticos não estão interessados, só querem lamber o cu do que aí está. Vão se foder.

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Férias do Barulho (Private Resort, 1985)

Não confundir com Férias da Pesada, também vezeiro da TVS, antigo nome do SBT.

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This World, then the Fireworks

Marty: “They were naked, and it was funny.”

Não recomendável para quem acha que vai sair dando a bunda só porque viu um filme com Billy Zane. Calma, não é assim que funciona. Zane e Gina Gershon fazem dois irmãos que se gostam muito e são dados à trambicaria para sobreviver; Sheryl Lee está menos putinha.

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Amor Estranho Amor

Saiu em 1982, só vi anos depois, na febre do VHS. Walter Hugo Khouri, além de meu guru, é um dos poucos diretores de cinema brasileiros.

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sanguis bibimus corpus edimus

Ainda filma bonito o Scorsese, mesmo quando não tem função narrativa. Didi diria: sa-be tu-do. Filmando clichê, a cena típica do personagem que saca o outro só de olhar o escritório do figura e ver ali na papelada um red axé (red herring?), é so-so.

Haverá cena com ópera? Me pergunto, sei que americano do norte tem fixação: personagem só é mal mesmo, satânico, quando vai ver ópera, de camarote. Devem achar a música e a encenação violência estética demais. (Do I dare? É como a mescla de imagens sacras com cantochão e edição MTV, aquele clima de horror de filmes horríveis. Time is on my side. Yes, it is.)

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