Charley Varrick (1973)
Meu plano de ver todos os filmes com Walter Matthau, que me parece um plano sensato e até mesmo sábio, está sendo cumprido aos poucos. Em "Charley Varrick" Matthau rouba um banco e só depois descobre que o dinheiro roubado era da Máfia. Como em todos os filmes de assalto a banco, o ladrão principal e mais inteligente e relativamente (muito relativamente) mais bonzinho tem um cúmplice idiota e levemente psicopático. Achei bem bom. E, repito, na década de 70 foram feitos, de longe, os melhores filmes policiais, ou thrillers, ou o que seja, do cinema, e os de hoje são todos meio retardados, no meu equilibrado julgamento.
Nhééééé.
(Outros títulos: Nochnoy Dozor, Night Watch)
Dezenas de personagens, muita ação, efeitos especiais estranhos, conceitos estranhos, pessoas estranhas. E russo. De 2004, grande filme de 2005 no Bananão. Primeira parte de trilogia russa de ficção científica. Resenhas dizem que teria custado 4 milhões de dólares e arrecadado dezenas de vezes isso. Merecido.
Gorila se apaixona por coelha. Refilmagem do King Kong de 1933, destruída pelo diretor e pelo miscasting. Laura Elena Herrings ao natural faria par melhor com Naomi Watts. Peter Jackson peida na tanga desde O Senhor dos Anéis. Saudade de Fome Animal, Almas Gêmeas e Os Espíritos. Entrei na sala enganado, achando que me levavam para ver Harry Potter. Me fodi.
Não sei porque deixam bostas a favor da adaptação de V de Vingança pro cinema aparecerem na revista Bravo! ou no site Omelete. O filme não presta e isso não é purismo ou ranhetice, mas problemas de roteiro, storytelling. Velhas e cansadas imagens, desfiguração da narrativa. Nos anos 70 bastava dizer caguei pra esses críticos e pra esse filme. Nos 80, caguei sangue pra tudo isso. Dou um exemplo, Evey não saiu da Galeria Sombria, foi saída. E lá ouviu música e leu livros e teve uma educação. E foi se prostituir na rua no começo da história, nunca trabalhou na torre Jordan. Os críticos não estão interessados, só querem lamber o cu do que aí está. Vão se foder.
Marty: “They were naked, and it was funny.”
Ainda filma bonito o Scorsese, mesmo quando não tem função narrativa. Didi diria: sa-be tu-do. Filmando clichê, a cena típica do personagem que saca o outro só de olhar o escritório do figura e ver ali na papelada um red axé (red herring?), é so-so.